Zerinho, Ronaldo e o paletó

Gaiatice, fuleiragem e o mais puro espírito de cajazeirabilidade

Contada pelo ex-vereador Francisco Pereira da Silva, o Pereira da Macic. No começo da década de 90 do século XX, o governador da Paraíba era Ronaldo Cunha Lima e o prefeito de Cajazeiras era José Nello Zerinho Rodrigues.

Ronaldo, dono, dentre outros predicados, de uma verve impagável. Zerinho, conhecido, dentre outros atributos, por sua baixa estatura. Ambos do PMDB, bons amigos, bons de papo e, mais ainda, de copo. E piadistas. Daqueles de perder o amigo e não perder a piada.

Certa vez, Zerinho foi recebido no Palácio da Redenção por Ronaldo. Na correria, não se deu conta que pegara o paletó errado e as mangas do mesmo eram mais compridas que o usual.

Ronaldo, ao ver aquele pequeno-grande homem na sua frente, naquele paletó mal-ajambrado, não perdoou:

“Vixe, Zerinho! Agora é que tu tá pequeno mesmo nessa roupa!”, mangou.

O intrépido baixinho de Cajazeiras não se encabulou:

“É governador… Mas faço tudo que um homem grande faz…”, devolveu, provocando gargalhadas nos presentes.

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