Setecentas pessoas aguardam cirurgias eletivas no Hospital Regional Cajazeiras


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Uma realidade cada vez mais cruel por parte do SUS (Sistema Único de Saúde) no País: a deficiência na prestação dos serviços hospitalares e realização de exames.

Nos grandes centros pacientes sendo atendidos em macas nos corredores; faltam vagas nos leitos de UTI e o sistema hospitalar só tem conseguido realizar cirurgias de urgência e emergência.

Em Cajazeiras, a situação não é diferente e na questão hospitalar o sistema não tem conseguido atender a demanda de cirurgias eletivas.

São 700 pacientes aguardando na fila para realização de uma cirurgia. O Hospital Regional de Cajazeiras avançou muito pouco em termos de novas cirurgias e tratamentos, de forma que hoje, a casa hospitalar não consegue fazer as cirurgias que eram realizadas há 50 anos.

Os pacientes estão realizando suas cirurgias eletivas quando os mutirões são anunciados, como vem acontecendo com as cirurgias de catarata. Mais recentemente, uma caravana do cora

Nas últimas décadas, os dois novos serviços que passaram a funcionar no Hospital Regional de Cajazeiras foram a implantação de uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), que desde sua instalação também continua com o mesmo número de leitos e que já não atende a demanda, e um serviço de hemodiálise, contratado de uma empresa privada e que acabou com o sofrimentos de dezenas de pacientes que antes, precisavam se deslocar até a cidade de Sousa.

Hoje é comum existir a necessidade de transferências de pacientes para Campina Grande e João Pessoa e simplesmente não encontrar vaga. Os avanços no serviço público de saúde aconteceram na atenção básica, com a criação dos PSF (Programa Saúde na Família), quando ocorreu uma grande ampliação no número de Unidades Básicas de Saúde, que contam com médico, enfermeiro, vacinadores e agentes comunitários de saúde.

Todos os casos com suspeita de traumatismo craniano são transferidos para os hospitais de trauma de Campina e João Pessoa; traumas mais graves também. No último final de semana um jovem que fraturou o maxilar em um acidente na Estrada do Amor foi transferido para Patos. Um cidadão de 75 anos esta semana procurou uma emissora de rádio para denunciar que estava aguardando para realizar uma cirurgia de próstata desde novembro do ano passado. “Quem tem dinheiro, faz particular e quem não tem, não tem outra saída, a não ser esperar”, disse.

Cajazeiras também não faz diagnóstico e tratamento de câncer, nem de dengue hemorrágica. Todos esses casos são encaminhados para João Pessoa e Campina Grande. O governador Ricardo Coutinho, com recursos conseguidos junto ao Ministério da Saúde, está construindo um Hospital do Câncer, em Patos, que vai diminuir a distância para aqueles que precisam se tratar da doença na região.

Infarto e AVC também são encaminhados para João Pessoa e Campina Grande. Segundo a diretora do Hospital, Edjane Leite, as cirurgias eletivas continuam sendo realizadas, mesmo sem conseguir atender toda a demanda.

Ela informou que no último mutirão de catarata foram realizadas 672 cirurgias; ao passado foram 350; ano passado, 850 cirurgias eletivas gerais foram realizadas e este ano 266 cirurgias foram realizadas, um número considerado muito pequeno, diante da grande demanda regional.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS

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