Rosilda, a esposa do general

Gaiatice, fuleiragem e o mais puro espírito de cajazeirabilidade

A professora e escritora Rosilda Cartaxo procedia de Fortaleza (CE) e o avião baixava em Juazeiro do Norte (CE). O aeroporto estava em festa. A banda tocava, políticos e sociedade ali estavam esperando alguma personalidade influente.

Os motores do avião pararam, passageiros desceram. Rosilda também. Num instante, todos se dirigiram a ela. Dezenas de cumprimentos e abraços. A banda permanecia tocando, quando uma mocinha aproximou-se, entregando flores à escritora:

“São pra mim?”, perguntou surpresa.

“Sim! O general não veio?”, indagou a mocinha.

Surpresa, Rosilda pensou: “Meus Deus! Quem é o general?” Mas não adiantava justificar mais nada…

“Infelizmente, o general não pode vir…”, arrematou a solteirona Rosilda.

A esta altura, o esperado visitante havia decepcionado e jogado por terra a expectativa do grupo que, a partir daquele momento, dirigia o interesse para uma pessoa que, acidentada, estava sendo conduzida numa maca.

Rosilda aproximou-se da mocinha que havia lhe recepcionado, devolveu-lhe as flores e partiu. Ao seu lado, as companheiras de viagem riram do engano, enquanto ela dizia que havia sido esposa de general por uma hora, conforme relato publicado no livro “Uma Rosa me contou…” de Edna Cartaxo Braga.

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