Praça Ana de Albuquerque

Eu conheço cada palmo desse chão

Trecho dos mais antigos da cidade, a Praça Ana de Albuquerque começou a adquirir feição urbana, em 1836, com a construção do Colégio do Padre Rolim. Teve, inicialmente, a denominação de Rua do Colégio, embora, em 1890, contasse, apenas, com três casas. Posteriormente, já no século XIX, recebeu o nome de Rua Monsenhor Constantino Vieira. Com o desenvolvimento urbano da cidade, o Prefeito Arsênio Rolim Araruna entendeu de desapropriar dois prédios que separavam aquela pequena artéria da Praça Ana de Albuquerque (carinhosamente chamada de Praça Mãe Aninha) o que facilitou a demolição das seis casas ali existentes, dando oportunidade ao Prefeito Octacílio Jurema de juntar as duas praças em uma só.

Pelo Decreto Municipal nº 47, de 18 de novembro de 1946, o Prefeito Manuel Lacerda mudou o nome daquele pequeno logradouro público, restaurando a denominação de Praça Ana de Albuquerque com a supressão do termo Mãe Aninha, que tanto se ajustava à edificante tradição da família cajazeirense, no seu comovente culto à memória daquela que, em sua atividade de parteira, constituiu um símbolo de amor e dedicação maternal a todos que nasceram em Cajazeiras, nos primeiros anos de sua formação urbana. A praça foi construída e urbanizada pelo Prefeito Joaquim Matos Rolim, em homenagem ao Padre Rolim, com a ereção, naquele local, em 1937, do busto do renomado educador cajazeirense.

Construído ali o prédio do colégio, em 1836, logo se desenvolveu a cidade, acompanhando o crescimento do célebre estabelecimento de ensino do Padre Rolim. Com o seu fechamento, na seca de 1877, o velho casarão do colégio continuou apenas, como residência do benemérito educador. No início do século passado, após nova interrupção nas atividades do colégio, passou a abrigar, por algum tempo, a escola pública estadual. Em 1915, com a reabertura do colégio por D. Moisés Coelho, passou o prédio por algumas reformas para as novas instalações do educandário e, posteriormente, para funcionamento da Escola Normal. Em 1934, D. João da Mata Andrade Amaral promoveu nova reconstrução do prédio, transformando-o em moderno e elegante edifício de dois pavimentos que, em seu conjunto, ocupou todo espaço fronteiro à praça.

Ana Francisca de Albuquerque, a Mãe Aninha dos cajazeirenses, era filha do sesmeiro Luiz Gomes de Albuquerque e Luíza Maria do Espírito Santo. Foi Casada com Vital de Souza Rolim, o fundador de Cajazeiras, e era mãe do Padre Inácio de Souza Rolim. Acompanhou todo o desenvolvimento da localidade, ao longo do século XIX, servindo, carinhosamente, como parteira das primeiras mães cajazeirenses, do que lhe adveio o vocativo de Mãe Aninha. Faleceu, em Cajazeiras, a 22 de agosto de 1854.

FONTE:

DO LIVRO ‘RUAS DE CAJAZEIRAS’, DE DEUSDEDIT LEITÃO

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