O atraso e a borracha

Gaiatice, fuleiragem e o mais puro espírito de cajazeirabilidade

Nos idos da década de 70 do século XX, o Juiz de Direito Ruy Formiga Barros comandava uma sequência de sessões do Tribunal do Júri no Fórum Dr. Ferreira Júnior, em Cajazeiras (PB).

Certo dia, surpreendido com a falta de alguns funcionários, o que prejudicava os trabalhos, o magistrado fez uma reunião informal, onde expôs a situação e pediu a compreensão de todos.

Utilizando uma linguagem popular, próxima dos seus subordinados, Dr. Ruy decretou:

“Quem se atrasar ou faltar às sessões do Tribunal do Juri vai comer borracha!”, querendo dizer que o funcionário seria punido com falta, fazendo alusão a um fictício relho de borracha, expressão comum à época.

No seu canto, displicente, o oficial de justiça Leopoldo Ferreira, mais conhecido por Borracha, quase caiu da cadeira: “Peraí, Dr. Ruy!!! Vai sobrar pra mim???”

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