Jeová Campos diz que governo que assume é a tropa de elite da corrupção nacional


 jeova2016

“É preciso que as forças que tem compromisso com o Estado Democrático de Direito continue a luta contra o golpe e não se deixe abater por essa decisão que colocará os destinos do Brasil sob a responsabilidade da tropa de elite da corrupção nacional”, disse o deputado estadual Jeová Campos (PSB), logo após o resultado da votação no Senado que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para o parlamentar, que lamentou a posição dos três senadores paraibanos que votaram a favor do golpe, o que se espera agora do governo Temer é que não haja retaliação à Paraíba pela firme, acertada e democrática posição do governador Ricardo Coutinho. “O governador se posicionou durante todo o tempo contra o golpe e o fez por ter convicção de esse processo político, transvestido de democrático, nada mais é do que a usurpação do poder de uma forma espúria. A coragem e altivez de Ricardo não pode ser revertida em retaliação à Paraíba. Os paraibanos, que votaram em sua ampla maioria para reeleger Dilma, não aceitarão qualquer discriminação com nosso Estado”, disse Jeová.

O parlamentar, que é advogado por formação, reafirmou o que vem denunciando na tribuna da ALPB. “O processo formal que afastou a presidenta não tem substância e sem substância ele se configura num golpe, já que não há crime de responsabilidade”, reiterou Jeová. Para ele, a injustiça e a traição que se cometeu contra a presidenta custará caro aos condutores do golpe e os traidores. “A história não perdoa os traidores e o povo saberá dar uma resposta à altura deste golpe, que afasta uma cidadã inocente e eleita democraticamente, nas próximas eleições”, finalizou Jeová.

O pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi anunciado as 6h33 desta quinta-feira (12), após uma sessão que durou mais de 20h. Dos 81 senadores, 78 estiveram presentes, dos quais 55 votaram a favor da medida. Com essa decisão, o vice-presidente Michel Temer assume interinamente o comando do país, por um prazo máximo de 180 dias, até que se julgue o mérito da acusação contra a presidenta que poderá perder o cargo se for condenada ou reassumir as funções caso seja considerada inocente.

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