Cenários pós-eleição (I)

A COLUNA DE JOSÉ ANTÔNIO DE ALBUQUERQUE

I Em Cajazeiras, ouvi várias opiniões sobre os números dos votos obtidos pelos dois candidatos a presidente da República: uma me chamou a atenção – “nunca imaginei que Bolsonaro tirasse desse tanto de votos (6.491). Esta declaração é mais do que evidente que foi dada por um “Lulista” apaixonado, que talvez, pensasse que Haddad ia além dos 28.571 votos que obteve em Cajazeiras. Vale salientar que Bolsonaro não recebeu apoio de nenhum grupo político da cidade, de nenhum vereador ou de outras conhecidas lideranças.

II O deputado Jeová Campos foi um dos responsáveis pela maioria estrondosa de Haddad em Cajazeiras: na reta final da campanha, todas as noites, em cima de um trio elétrico, percorreu todos os bairros da cidade, focando mais a periferia, e usando em larga escala o nome de Lula, fazia ver que os benefícios sociais era uma marca do PT e só com Haddad seria possível mantê-lo e ampliá-lo.

III Somente depois do resultado proclamado é que começou a ser divulgado o que está sendo denominado/rotulado de “Direita de Cajazeiras”. Não consegui ainda entender este titulo dado pelos que trabalharam pelo presidente eleito, já que conheço muitos deles que votou em João Azevedo, candidato apoiado por Ricardo Coutinho, que é reconhecidamente um homem da “esquerda” e que se debruçou de corpo e alma pela eleição de Haddad e chegou a viajar para Curitiba para fazer uma visita ao presidente Lula, que lá se encontra preso.

IV Poucas pessoas sabiam que em Cajazeiras, existia um Diretório do PSL, que é presidido por Vicente de Sousa Barreto, Léo Rafael Alencar como vice, Francisco de Moraes Albuquerque (Secretário Geral), Moaby Abreu de Medeiros (Primeiro Secretário), Alan Delano Gomes (Tesoureiro Geral), Lucas Mangueira Lopes (Primeiro Tesoureiro) e Márcio Torres como Vogal, formado no último dia 30 de agosto.

V O grupo foi se fortalecendo ao longo da campanha e em uma reunião, em Cajazeiras, participaram mais de trezentos eleitores de Bolsonaro e foi este grupo que trabalhou pedindo votos para Julien Lemos, eleito deputado federal e que esteve em Cajazeiras uma única vez, e obteve nas urnas 893.

VI Os “Bolsonaristas” de Cajazeiras, que vivem em permanente contato com cinco grupos de watsap e com membros da Executiva Estadual, deverão ter um candidato a prefeito em Cajazeiras e vão bater nas portas dos ministérios em Brasília, via Julien Lemos, eleito deputado federal pelo PSL da Paraíba, com o objetivo de conseguir verbas para diversas obras na cidade e respaldar e estruturar o projeto político do futuro candidato a prefeito. Como apareceram muitas novidades nesta eleição, quem sabe em nossa cidade isto possa a vir acontecer, em 2020?

VII E Ciro Gomes? Botou para arrebentar: “Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano”. Disse ainda: PT, nunca mais.

VIII Cajazeiras conquista mais uma de suas bandeiras de luta: com a destinação de 25 milhões de reais, das verbas dos parlamentares paraibanos para o inicio das obras do Hospital Universitário do Sertão, além de tornar a obra irreversível, colocará Cajazeiras em terceiro lugar na área de saúde do estado.

1 Comment

  1. Luiz Carlos Albuquerque
    06/11/2018

    Um horizonte promissor!
    🙏🏼🙏🏼🙏🏼

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