Ave professores!…

A COLUNA DE FRANCELINO SOARES

O SAUDOSO COLÉGIO NOSSA SENHORA DE LOURDES NO INÍCIO DOS ANOS 1960 / FOTO DO ACERVO DE FRANCELINO SOARES

Guardo boas, saudosas e imorredouras lembranças dos meus primeiros passos na vida de professor.  Já se vão seis décadas, mas vejo-os como se hoje fosse…

Naqueles primeiros dias de magistério, vinha-me à mente a lembrança de uma galeria de professores que faziam a tradição e ratificavam a ideia, advinda depois, de que Cajazeiras seria a “terra que ensinou a Paraíba a ler”, como diria o tribuno Alcides Carneiro. Envaidecia-me de seguir um caminho já antes trilhado por mestres-escola de que tinha notícias desde a minha primeira infância.

E, aí, surgiam figuras emblemáticas de cajazeirenses ou cajazeirados que haviam se dedicado ao ensino não somente de Linguagem, Aritmética, Geografia e História, mas, sobretudo, de formar cidadãos bem direcionados para os caminhos que haveriam de trilhar. E, dessa época, não há como esquecer aqueles que, ainda hoje, povoam a minha mente e serviram de inspiração para o exercício da profissão que abracei.

São personagens de um mundo que parece em extinção: Crispim Coelho, Hildebrando Leal, Antônio de Sousa, Vitória Bezerra, Mangueira, Paulo Martins, Zefinha Ricarte e as minhas eternas professoras: Noêmia Timóteo, Nicinha Holanda, Fazinha, Doninha, Nazinha Travassos, Celsa, Acácia Assis e outras mais cujos nomes se vão perdendo na poeira do tempo.

Em lugar de destaque, como uma espécie de honoris causa, aparece hoje a Profª. Carmelita Gonçalves, por cujas mãos passou e continua passando uma plêiade de “cabeças pensantes” do nosso universo educacional.

Não poderia esquecer professoras que ensinavam as primeiras letras, como Socorro David, Iracema Andrade, Nicea Claudino, e, já no plano do ensino secundário, a figura de José Leopoldo de Sousa que, logo ao deixar o Seminário, afirmava-se como professor da Escola do Comércio Mons. Constantino Vieira.

Vêm-me a memória, já no inicio de minha carreira, os meus colegas de magistério, uns já saindo de uma missão bem cumprida, e outros convivendo comigo pelas salas e corredores do Colégio Diocesano Padre Rolim e do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, o primeiro sob o comando “imperial” do Mons. Vicente, para quem os alunos eram os eternos “cazuzinhas”, pelos quais ele se achava, como o era, o completo responsável, tanto nos bônus como nos ônus, tanto nas alegriass como nas agruras, tanto nas benesses como nas “tristesses…; já no segundo, contávamos com a sombra sempre presente, meiga, cuidadosa, mas sempre atenta aos aspectos disciplinares, da Madre Montenegro.

No bloco dos professores que saíam, pontificavam Dr. Cristiano Cartaxo, que tive a honra de substituí-lo na cadeira de Língua Francesa; Dr. Domingos (Dingo) Sobreira e Dr. Waldemar, nas cadeiras de Ciências e Biologia.

Dentre os que foram meus contemporâneos, não há como me esquecer de Ernany; Dr. Antônio Batista, em cuja metodologia, no ensino da Língua Portuguesa, buscava me inspirar; Mailson da Nóbrega, já muito ativo, desdobrando-se entre os trabalhos no Banco do Brasil e a cadeira de Matemática; Herculano, ainda meio tímido, iniciando-se na cadeira de Língua Francesa; Assis “de Donato”, infiltrando-se como professor de Língua Inglesa, em substituição a Zé Andriola que partia para atividades ligadas à Delegacia de Polícia; Antônio Pessoa, Mister Francis Boy, Zé Victor, Antônio Luis do Nascimento (Pe. Buíca), mas havia a equipe feminina onde brilhavam Nazareth Lopes, Mercês Gonçalves, Magna Celi, Francinete Moreira, Socorro Lima, Oneida, Miriam, Zenaide, Valdenora, Marizé, Landim, Neuma Soares (misto de professora substituta e secretária do Diocesano).

Já próximo de minha saída de Cajazeiras, é que chegaram os padres Salgado e Dagmar para o corpo direcional e docente do Colégio Diocesano.

Por fim, não me é possível esquecer a figura ímpar do saudoso professor maestro Rivaldo Santana, que pontificou no mundo artístico-musical tanto dos colégios citadinos como na inimitável Orquestra Manaíra.

É certo que muitos nomes não foram citados. Mas, é que me ative àqueles com os quais convivi no início de minha carreira de professor, nos finais dos anos 50 e início dos anos 60.

Bons e saudosos tempos!…

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