Memórias do Açude Grande

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As festas dos cachorros

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A alegria se chama Fátima

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COISAS DE CAJAZEIRAS

A primeira imagem que guardo do açude grande de Cajazeiras traz a moldura de uma porta de sala de aula. O ano, 1971. No ano anterior não consigo aprovação no Exame de Admissão para ingresso no Colégio Estadual. Minha cabeça estava voltada muito mais para as bonecas de pano, os banhos de açude e as …

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COISAS DE CAJAZEIRAS

As pessoas começam a chegar das vizinhanças. São amigos, parentes, pagadores de promessas. Da cozinha escapam sons borrados de risadas, conversas, prosas femininas entremeadas de cheiros e odores de temperos e especiarias que condimentam carnes, legumes, verduras. Nos terreiros, latadas, sombras de árvores vozes masculinas contam causos, antecipam invernadas e secas, atualizam vivências. De todos …

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COISAS DE CAJAZEIRAS

A primeira lembrança que guardo de Fátima Moreira é de minha infância quando os seus pais ainda moravam no Bom Jardim. A minha idade precisa se perde nas brumas do tempo. Acompanho minha irmã mais velha, Nininha, para passarmos um dia na casa de Dilça, nossa prima, casada com Maneco, que dividia a vida entre …

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COISAS DE CAJAZEIRAS

Que cidade eu quero para viver? Essa questão deveria ser a premissa fundamental e orientadora de toda administração pública. Definir as ações, políticas e projetos de desenvolvimento para as nossas cidades e para os nossos municípios, de maneira geral, deveria ter como pressuposto a compreensão de que o espaço que habitamos não pode destoar em …

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COISAS DE CAJAZEIRAS

Uma criança de cara adulta escondida entre linhas de fome e rugas de drogas precocemente consumidas estende a mão. A inocência corrompida pela agudeza da vida impregna e exala odores de álcool. Vista esfumaçada de pedras de crack embaça qualquer possibilidade de amanhã. E a ela se somam tantas outras crianças rotas como a perfilar …

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